O jovem Óscar Drai de 15 anos escapa diariamente no mesmo horário depois das aulas de seu internato e investiga as ruas da Barcelona do final da década de 1970 e uma dessas peregrinações o leva até Marina com quem passa a investigar outros mistérios na parte mais antiga da cidade.
Em “Marina” (ed. Suma das Letras, 2011) Carlos Ruiz Zafon narra uma história de mistério, amor e terror que peregrina ela mesma pelas décadas do século 20 da cidade de Barcelona. A narrativa em primeira pessoa pelo ponto de vista de Óscar é dinâmica e rica e pinta a história com detalhes e cores assim como as ruas da cidade que ganham vida em todas épocas que se passa a narrativa.
Os temas tratados no livro são delicados e profundos. A primeira vista “Marina” parece ser um romance juvenil, considerando a idade dos personagens da história, 15 anos, e sua parte fantasiosa. Mas por trás disso têm-se vários questionamentos profundos sobre a natureza da vida e da morte e pode ser lida com o olhar aventuresco e fantasioso de um trabalho juvenil ou com o olhar crítico e maduro sobre tais reflexões. Além disso vale citar o tom de mistério das novelas do século 19, como Conan Doyle ou Mary Shelley.
Zafon é também autor de “O nome do vento” e “O jogo do anjo”.












